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As ações da mineradora (VALE3) caíam mais de 18% nesta segunda-feira (28), no primeiro pregão após o rompimento de uma barragem de mineração da companhia em Brumadinho (MG) na última sexta-feira. Os papéis ficaram em leilão até cerca de 10h15. Por volta das 10h25, as ações caíam 18,97%, a R$ 45,50. 

Na última sexta-feira (25), quando a Bolsa brasileira esteve fechada por feriado em São Paulo, os American Depositary Receipts da Vale, recibos das ações negociados nos Estados Unidos, reagiram à notícia e fecharam em queda de 8%, a US$ 13,66, mas, no pior momento, chegaram a cair 13,5%.

O rompimento da barragem liberou uma corrente de lama que invadiu instalações de mineração da empresa e arrasou uma comunidade local, deixando 58 mortos segundo a contagem até o momento, além de centenas de desaparecidos.

Bolsa e dólar

Por volta das 10h25, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda de 1,81%, a 95.912,33 pontos. O dólar comercial operava perto da estabilidade, com leve baixa de 0,04%, cotado a R$ 3,771 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Vale suspende pagamento de dividendos

Após o desastre em Brumadinho, a Vale suspendeu sua política de remuneração aos acionistas, o que na prática significa o não pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio. Em comunicado no final da noite de domingo, a companhia informou que também foram suspensos o pagamento de bônus a seus executivos e qualquer deliberação sobre a recompra de ações da empresa.

A companhia não especificou de imediato por quanto tempo vale a suspensão.

As decisões aconteceram em reunião extraordinária do Conselho de Administração da mineradora que ainda aprovou a criação de dois Comitês Independentes de Assessoramento Extraordinário. Um dos comitês terá como objetivo acompanhar as providências destinadas à assistência às vítimas e à recuperação da área atingida pelo desastre, enquanto o segundo será voltado à apuração das causas e responsabilidades pelo rompimento da barragem.

R$ 11 bilhões bloqueados

O Ministério Público de Minas Gerais informou no domingo que a Justiça mineira bloqueou mais R$ 5 bilhões da Vale para garantir a reparação de danos causados às vítimas do rompimento, ampliando para R$ 11 bilhões o total de recursos da mineradora bloqueados pela Justiça devido ao desastre. 

Segundo o MPMG, que solicitou o novo bloqueio à Justiça, o dinheiro bloqueado nesta ação se soma a outros R$ 5 bilhões bloqueados para a reparação de danos ambientais provocados pelo rompimento da barragem. Além disso, a Justiça estadual de Minas Gerais também acatou pedido do governo do Estado para bloquear outro R$ 1 bilhão da mineradora.

Procurada, a Vale informou que assim que foi intimada da decisão de bloqueio de R$ 1 bilhão apresentou petição informando que fará o depósito do valor, sem necessidade de bloqueio judicial, e que está “avaliando as providências cabíveis” quanto aos dois bloqueios de R$ 5 bilhões cada. “A Vale entende que tais bloqueios não são necessários, uma vez que não se eximirá de suas obrigações de atendimento emergencial da população e reparações devidas”, disse a empresa.

Mercado de minério de ferro

O desastre fatal envolvendo uma mina da Vale em Minas Gerais criou incertezas para o mercado de minério de ferro da China em um momento em que a demanda pela oferta brasileira do produto está aumentando, disseram vários operadores chineses nesta segunda-feira. A Vale é a maior produtora mundial de minério de ferro com baixo teor de alumínio, preferido pelas usinas chinesas devido ao seu baixo nível de impureza.

O desastre em Córrego do Feijão é o segundo incidente em uma mina da Vale desde 2015, quando uma barragem com resíduos da extração de minério rompeu em uma mina da Samarco, uma joint venture da BHP e da Vale.

A mina de Córrego corresponde por 1,5% da produção da Vale, a maior mineradora de minério de ferro do mundo, disse Helen Lau, analista da Argonaut Securities. No entanto, quatro operadores chineses do setor disseram que há preocupação de que o fornecimento de minério brasileiro de alta qualidade possa ser reduzido se o governo decidir fechar outras minas da Vale para investigações adicionais de segurança.

Veja o caminho percorrido pela lama da barragem de Brumadinho

UOL Notícias

Nesta segunda-feira, os futuros do minério de ferro subiram para o maior nível em 16 meses após a Agência Nacional de Mineração ordenar que a Vale, maior produtora global da commodity, suspenda as operações de sua mina Córrego do Feijão.

O contrato do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Dalian, na China, chegou a subir 6%, para 567,5 yuans (US$ 84,23) por tonelada, maior nível desde setembro de 2017, antes de devolver parte dos ganhos e fechar com alta de 2,8%, a 550,5 yuans.

(Com Reuters)

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