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As ações da Petrobras iniciaram o dia em forte queda após a companhia comunicar, na noite de ontem, que adiaria o reajuste de 5,7% no preço do diesel anunciado algumas horas mais cedo. Por volta das 11h30, as ações ordinárias da petroleira (com direito a voto em assembleia) caíam 4,9%, enquanto as preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) registravam perda de 4,18%.

A possibilidade ressuscitou o receio quanto à independência da estatal no que tange a sua política de reajustes de combustíveis. O recuo no preço teria acontecido após pressão do presidente Jair Bolsonaro, que defendia uma alta menor, disse à agência Reuters uma fonte ligada ao Palácio do Planalto.

O temor de investidores é que a eventual interferência coloque a estatal em uma zona de risco que remete aos tempos de interferência de governos anteriores, quando os preços de diesel e gasolina eram congelados para ajudar a segurar a inflação.

Maior valor em seis meses

O aumento de 5,7%, anunciado ontem por volta do meio-dia, deveria passar a vigorar a partir de hoje nas refinarias da companhia e levaria o preço do litro do diesel a R$ 2,2662, maior valor em seis meses. À noite, a companhia adiou o aumento e decidiu manter o preço atual, de R$ 2,1432 por litro, praticada desde 22 de março.

O movimento ocorre diante de uma recente insatisfação de caminhoneiros em razão dos valores do diesel e dos fretes. No ano passado, a categoria organizou uma greve histórica por causa da alta do combustível mais consumido no país, o que abalou a Petrobras, culminando com a renúncia do então presidente Pedro Parente.

“Ajuste mais brando”

Conforme uma fonte do Planalto, Bolsonaro ligou ao atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco, pedindo por um reajuste mais brando. “O presidente pediu para reduzir o aumento, de 5% para 1%. É manter o aumento, mas não nesse percentual”, afirmou a fonte, sob condição de anonimato.

No comunicado ao mercado emitido ontem, a Petrobras afirmou que segue “em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel” e que “avaliou, ao longo do dia, (…) que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste”.

Desde 2016, a Petrobras adota uma política de preços para seus combustíveis pela qual os valores praticados nas refinarias no país devem seguir indicadores do mercado internacional como cotação do barril de petróleo e valor do dólar.

Após um ano em que os reajustes chegaram a ser diários, a companhia anunciou, em março, que poderia segurar a cotação do combustível por períodos mais longos nas refinarias, com alterações acontecendo em intervalos não inferiores a 15 dias.

(Com Reuters)

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