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(Bloomberg) — Analistas comemoram a decisão do presidente americano, Donald Trump, de adiar a imposição de tarifas mais elevadas sobre produtos importados da China, mas não enxergam nisso o fim da hostilidade entre as duas maiores economias do mundo.

Trump anunciou o adiamento por período indeterminado pelo Twitter, na noite de domingo (24). Embora tenha escrito na rede social que houve progresso substancial, ele depois disse a repórteres que as negociações ainda têm chão pela frente.

Segundo Trump, se houver mais progresso, ele e o presidente chinês, Xi Jinping, se reunirão no resort dele na Flórida (Mar-a-Lago) para fechar um acordo, mas não explicou quando isso pode acontecer.

Compilamos as reações de analistas à notícia:

Hua Changchun, Guotai Junan Securities

As duas nações provavelmente chegarão a um acordo sobre todos os aspectos no final de março e as tarifas não subirão a partir dos níveis atuais, mas isso não significa o término do conflito.

As guerras tarifárias serão suspensas e entraremos na era ‘pós-guerra comercial’, na qual os dois países vão defender empresas, promover tecnologias avançadas e buscar maior controle sobre as regras da economia global.

Louis Kuijs, Oxford Economics

Tensões subjacentes envolvendo tecnologia, as políticas industriais da China e, de modo mais amplo, a ascensão da China, dificilmente diminuirão no curto prazo. Ainda assim, a suspensão das tarifas e, possivelmente, um acordo mais duradouro seriam positivos para o comércio internacional, para os negócios nos dois países e para a economia global.

Li Yishuang, China Securities

A prorrogação do prazo para as tarifas mostra que os dois lados têm forte disposição para chegar a um acordo. O foco é como a China vai implementar o que prometeu, especialmente quanto a subsídios governamentais, mas também quanto a assuntos mais específicos.

Enquanto os dois lados estiverem dispostos a chegar a um acordo, acho que eventualmente vão superar obstáculos e a chance de acordo final é boa. Um acordo final será feito após o encontro entre Xi e Trump, mas ainda haverá algum conflito quanto à implementação do acordo. Isso não será muito suave.

He Weiwen, ex-funcionário do Ministério do Comércio da China

Isso mostra que ambos os lados compartilham a vontade de continuar as conversas até chegarem a um acordo final, que será decidido pelo encontro entre Xi e Trump. A não elevação temporária das tarifas cria um ambiente estável para as conversas e também para os mercados.

Os resultados finais do acordo comercial bilateral devem ser a retirada total das tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses e, subsequentemente, sobre US$ 110 bilhões em produtos americanos.

Gene Ma, Instituto de Finanças Internacionais

Trump quer um acordo, não uma guerra. O tempo dele também está correndo, com a eleição de 2020 se aproximando. Pequim assumiu um maior compromisso para reduzir o desequilíbrio no comércio bilateral. Portanto, segurar as tarifas adicionais em troca de concessões não é uma estratégia ruim. A questão é o que ele pode conseguir no fim das contas.

Espero que Pequim ofereça uma lista mais longa, sem depreciação cambial, reforço das proteções à propriedade intelectual e menos joint ventures forçadas. Pequim pode reduzir a ênfase no programa “Made in China 2025”, mas duvido que o país possa recuar significativamente nos planos para a indústria e no apoio às estatais.

Jonathan Fenby, TSLombard

Trump tem trilhado esse caminho desde o jantar em Buenos Aires, fazendo a China ganhar tempo, de modo bem-sucedido. Xi e seus colegas querem afastar uma guerra comercial enquanto lidam com desafios na economia doméstica e tentam aumentar a confiança. Agora a questão é se o foco vai das tarifas para a tecnologia, onde a China parece mais vulnerável.

Derek Scissors,economista-chefe da China Beige Book International

O adiamento das tarifas foi basicamente decidido no início de novembro. Foi quando o presidente perdeu a coragem devido à fraqueza do mercado acionário ou pensou que poderia obter ajuda importante dos chineses em relação à Coreia do Norte.

Desde então, a única questão importante é se os EUA concordam internamente sobre um mecanismo de cumprimento das regras que tenha credibilidade. Parece que não e, até isso acontecer, as conversas não têm valor algum.

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