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Neste12 de março a World Wide Web completa 30 anos

Em março de 1989, enquanto trabalhava no CERN, Sir Tim Berners-Lee escreveu sua primeira proposta de um sistema de hipertexto baseado na Internet para conectar e acessar informações em diferentes computadores. 

Em novembro de 1990, essa “teia de nós de informação na qual o usuário pode navegar à vontade”, e que por muito anos foi sinônimo de Internet, foi formalizada como uma proposta de Berners-Lee, juntamente com um colega do CERN, Robert Cailliau, no documento “WorldWideWeb: Proposal for a HyperText Project“. No Natal daquele ano, Berners-Lee implementou os principais componentes, a saber, o HTML, o HTTP e a URL, e criou o primeiro servidor Web, o primeiro browser e o primeiro editor HTML.

Em 30 de abril de 1993, o CERN liberou a versão mais recente do software WWW para o domínio público e disponibilizou-a gratuitamente para qualquer pessoa usar e melhorar. Essa decisão estimulou o uso da Web pela sociedade, que vem se beneficiando dela. Hoje metade da população mundial está online, o número de site supera 2 bilhões e a Web vai além do ‘browser’ e do computador.

“A Web é cada vez mais pervasiva, ou seja, entranhada nos mais variados dispositivos e aplicações. Não perceberemos mais os elementos Web como simples páginas na Internet, mas sim como algo que está em tudo: pagamentos e autenticações, aplicações em Internet das Coisas, novas interfaces em Realidade Virtual e diversas outras questões”, destaca Reinaldo Ferraz, especialista em desenvolvimento do Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). braço operacional do Comitê Gestor da Internet (CGI.br).

A web se tornou uma praça pública, uma biblioteca, um consultório médico, uma loja, uma escola, um estúdio de design, um escritório, um cinema, um banco e muito mais. É claro que a cada novo recurso, a cada novo site, a divisão entre os que estão online e os que não estão aumenta, tornando ainda mais imperativo disponibilizar a Web para todos”, escreve  Berners-Lee no texto em comemoração a esses 30 anos, no qual volta a defender um pacto internacional para defesa da Web.

“Temos a responsabilidade de garantir que a Web seja reconhecida como um direito humano e construída para o bem público. É por isso que a Web Foundation está trabalhando com governos, empresas e cidadãos para construir um novo contrato para a web“, escreve Berners-Lee.

Os desafios atuais passam não apenas por fazer da Web um lugar seguro, como também por mantê-la universal, aberta e descentralizada.

Faz tempo que Berners-Lee vem alertando para a necessidade de uma espécie de constituição global, de uma carta de direitos para a Web.  Segundo ele,  novas regras são necessárias para proteger o sistema “aberto e neutro”. O pai da Web não quer vê-la, bem como à própria Internet, “balcanizada” por países ou organizações que dividam o espaço digital para trabalhar sob as próprias regras, seja por motivos de censura, regulação ou comércio.

Os governos devem traduzir leis e regulamentos para a era digital. Eles devem garantir que os mercados permaneçam competitivos, inovadores e abertos. E eles têm a responsabilidade de proteger os direitos e liberdades das pessoas online. Precisamos de defensores da Web aberta dentro do governo – funcionários públicos e autoridades eleitas que agirão quando os interesses do setor privado ameaçarem o bem público e se levantarem para proteger a rede aberta”, escreve Berners-Lee.

Se nós não elegermos políticos que defendem uma web livre e aberta, se não fizermos nossa parte para promover conversas construtivas e saudáveis ​​online, se continuarmos a clicar em consentir sem exigir que nossos direitos de dados sejam respeitados, nos afastaremos de nossa responsabilidade colocar essas questões na agenda prioritária de nossos governos”, continua ele.

Essa defesa passa também pela redução do poder das plataformas dominantes. (Lembrou do Facebook? Acertou!) Na opinião de Berners-Lee a concentração de poder pelas plataformas digitais cria um novo conjunto de guardiães capaz de controlar as ideias e opiniões vistas e partilhadas.

Portanto, nesse aniversário de Web convém refletir sobre como gostaríamos que fossem os próximos 30 anos. A luta pela Web aberta é, de fato, uma das causas mais importantes do nosso tempo. Precisamos promover um rico ecossistema de diversidade e inovação, a longo prazo, em vez de jardins murados pouco férteis. A poderosa economia digital de hoje exige padrões sólidos que equilibrem os interesses tanto das empresas como dos cidadãos online.

Este momento de profunda desconfiança em grandes tecnologias nos dá a oportunidade de reescrever as regras, formais e informais, governando como os dados que geramos são coletados, usados ​​e valorados”, prega , escritor, comediante e comentarista americano, em um texto no Medium no qual defende uma resposta coletiva à questão da coleta desenfreada de dados na Internet e o seu tratamento por algoritmos pouco transparentes. 

Ao menos duas perguntas feitas por Berners-Lee por ocasião dos 25  anos da Web permanecem hoje sem resposta.

1 – Quem tem o direito de coletar e usar os nossos dados pessoais, para que fins e sob quais regras?

2 – Como podemos criar uma arquitetura aberta de alto desempenho que será executada em qualquer dispositivo, em vez de cair em alternativas proprietárias?

Cinco anos se passaram. Na opinião de Berners-Lee, dois mitos limitam a nossa imaginação coletiva: o mito de que a publicidade é o único modelo de negócio possível para as empresas online e o mito de que é tarde demais para mudar a forma como as plataformas operam. Em ambos os pontos precisamos de ser um pouco mais criativos.

Está mais do que na hora de corrigir o rumo dessa história….

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Ah! A título de curiosidade, como parte de um projeto para preservar alguns dos ativos digitais associados ao nascimento da Web, o CERN organizou um hackathon (11-15 de fevereiro de 2019) para recriar o primeiro navegador (WorldWideWeb) usando a tecnologia atual. Anteriormente, o CERN promoveu a restauração do primeiro website e do primeiro navegador. O site é bem “sem graça” para os padrões atuais e exibe apenas um texto explicativo sobre princípios básicos do World Wide Web. A cópia restaurada é de 1992, porque os funcionários do instituto não conseguiram encontrar uma versão anterior para “revivê-la”.

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