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SÃO PAULO, 27 Jun (Reuters) – Em nota de “esclarecimento”, o Banco Central informou que o aprimoramento dos atuais instrumentos de assistência financeira de liquidez permitirá que se trabalhe no futuro com nível de compulsórios mais baixo, mas que a ação ainda está em curso, “sem definições de prazos ou montantes”.

O esclarecimento do BC veio cerca de duas horas depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que haverá liberação de mais de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios.

“O BC não antecipa decisões ou regulações”, afirmou a autoridade monetária em nota publicada em seu site.

Mais cedo, Guedes afirmou que “vem aí mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório pela frente“, lembrando que na véspera o Banco Central já havia anunciado redução de alíquotas desses recursos.

O ministro comentou sobre a ampliação do crédito privado. Na prática, o menor recolhimento de compulsório dá amparo para que os bancos possam emprestar maior parcela das suas reservas, o que poderia movimentar a economia, se houver demanda para isso.

A redução das alíquotas de recolhimento compulsório anunciada pelo BC na quarta-feira liberará ao sistema R$ 16,1 bilhões. Segundo a autarquia, a liberação desses recursos terá efeito no próximo dia 15 de julho.

“A redução estrutural dos compulsórios é uma das ações da Agenda BC#, parte do pilar de eficiência de mercado”, completou o BC em comunicado nesta quinta-feira.

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