• admin
  • Economia
  • Nenhum comentário

[ad_1]

A companhia aérea Avianca Brasil entrou com pedido de recuperação judicial (antiga concordata) em São Paulo na segunda-feira. Desde a última semana, a empresa vem sendo alvo de ações pedindo a retomada de aeronaves arrendadas por falta de pagamento. 

Segundo a agência de notícias Reuters, a empresa argumenta no documento de recuperação judicial que a devolução de aviões pode levar ao cancelamento de voos e afetar 77 mil passageiros

A assessoria de comunicação da Avianca não confirmou nem negou o pedido. “Estamos levantando as informações e compartilhamos com vocês o quanto antes”, disse a assessoria em email.

O que é a recuperação judicial

A recuperação judicial é um processo que visa sanear os problemas financeiros de uma empresa para que ela se recupere e continue operando. Se a Justiça aceitar o pedido de abertura do processo, a Avianca Brasil terá um prazo para apresentar um plano para pagar suas dívidas aos credores. 

Pelo menos três empresas procuraram a Justiça para pedir a devolução de aeronaves, segundo o jornal “Folha de S.Paulo”. O caso mais recente seria o da irlandesa Constitution Aircraft, que teria conseguido liminar para retomar 11 aviões. 

Citando balanço apresentado à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o jornal afirma que, em junho, a empresa tinha R$ 1,168 bilhão em dívidas com vencimento no prazo de um ano.

Na ocasião, a Avianca negou que fosse pedir recuperação judicial e afirmou que a reestruturação da sua malha, com redução no número de aviões, estava prevista desde agosto. Também disse que suas operações não seria afetadas. 

Dívidas com aeroportos

Além de ter que devolver aviões, a companhia aérea enfrenta dificuldades para pagar fornecedores e concessionárias de aeroportos. A dívida com todos os aeroportos brasileiros, públicos e privados, chega a R$ 100 milhões, de acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”. Só com o de Guarulhos (SP), a empresa teria dívida R$ 25 milhões. 

Expansão

A Avianca Brasil vinha crescendo rapidamente. No fim de 2015, tinha 10,5% do mercado doméstico e menos de 1% do internacional. Hoje, a participação no mercado nacional chega a 13,55% e, no internacional, a 7,72% (considerando apenas as empresas brasileiras). No mesmo período, só a Azul ganhou participação de mercado, mas de forma mais modesta, passando de 17,1% para 18,8% no segmento doméstico.

Empresas aéreas demandam grande volume de recursos para crescer. A Azul, por exemplo, foi à Bolsa no ano passado para levantar R$ 2 bilhões. Na Avianca, no entanto, não houve nenhuma grande injeção de capital.

Endividamento

No trimestre encerrado em junho, a companhia captou R$ 130,7 milhões em empréstimos com os bancos ABC, Daycoval, Safra e Fibra, com vencimentos entre 2018 e 2021. Assim, o volume de financiamentos, que no fim de 2017 somava R$ 194 milhões, chegou a R$ 306 milhões seis meses depois, aponta relatório entregue à Anac.

No documento, a empresa afirma que tem conseguido aumentar suas receitas, mas não o suficiente para compensar as altas no preço do combustível e a variação cambial. Diz ainda que está controlando os gastos e que pretende recorrer ao mercado para estender o prazo dos empréstimos. Do total da dívida financeira, apenas 22,7% vence em 2021, o restante, até 2019.

*(Com Reuters e Agência Estado)

[ad_2]

Source link

Author: admin

Deixe uma resposta

vinte + oito =