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Peças são trocadas conforme tempo de uso

A troca de partes de um avião, dependendo de sua função, pode ser feita em determinados intervalos (meses, horas de voo, usos ou ciclos de pouso e decolagem). Tudo varia de acordo com aeronave, peça, material e opção da empresa que a opera.

Durante a vida útil da maioria dos helicópteros, por exemplo, o cone de cauda sempre é substituído em sua totalidade, mesmo que não tenha nenhum defeito ou desgaste aparente.

Pneus são trocados em até 300 pousos

Os pneus de um avião comercial devem ser trocados entre 100 e 300 pousos, dependendo do tipo e da operação realizada pela empresa aérea.

Os grandes aviões comerciais ainda costumam parar nas oficinas das companhias aéreas de tempos em tempos onde podem passar de poucos dias a até cerca de um mês. Nesse período, são feitas centenas de tarefas de manutenção em uma única aeronave antes que ela possa voltar a voar.

Idade média da frota no Brasil

O Brasil tem uma frota de aviões comerciais relativamente mais nova que as principais companhias aéreas do mundo. A idade média das frotas das maiores companhias aéreas do país é:

  • Avianca: 5,2 anos
  • Azul: 6,3 anos
  • Gol: 9,5 anos
  • Latam: 8 anos
  • Modern (carga): 29 anos
  • Passaredo: 10 anos

Empresas estrangeiras, como Delta e Air Canada, possuem uma frota com idade média de 17 e 15,3 anos, segundo dados do Panorama 2017 da aviação comercial no Brasil, produzido pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

Aviões de carga costumam ser mais velhos

Os aviões de carga costumam ser mais antigos. É o caso da brasileira Modern, que tem uma frota com idade média de 29 anos, ou dos aviões de carga da Latam e da Azul, com mais de 14 anos de uso. Isso também não significa que a segurança esteja em risco.

Muitas aeronaves de transporte de cargas são modelos que já voaram com passageiros e foram adaptadas para a nova finalidade. Esses aviões costumam receber a nova destinação quando, por exemplo, o custo para alterar o interior e torná-lo mais confortável para passageiros fica alto demais. Assim, pode ser mais vantajoso adquirir uma nova aeronave para transportar passageiros em vez de alterá-la de maneira substancial.

Oficinas são fiscalizadas

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) tem a função de fiscalizar a manutenção de aeronaves. O objetivo é garantir que todas as normas e procedimentos, inclusive aqueles determinados pelos fabricantes, sejam seguidos à risca.

Segundo Miguel Angelo Rodeguero, piloto e diretor de Segurança Operacional da Aopa (Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves), essa fiscalização é intensa. “É muito difícil burlar normas de manutenção. Hoje em dia, dificilmente alguém não cuida da manutenção. Existem fiscalização e uma conscientização maior”, disse.

“Essas oficinas de manutenção, de uma maneira geral, trabalham para que as aeronaves voem da maneira mais segura possível. Isso não quer dizer que elas não podem apresentar problemas, pois são máquinas como quaisquer outras. Mas a manutenção aeronáutica é preventiva, e não corretiva”, afirmou Martins, da JP Martins Aviação.

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