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O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira (5) que até março de 2019 apresentará respostas para as recomendações feitas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para reduzir o spread bancário. O spread é a diferença entre os juros pagos pelos bancos para captar recursos e os juros cobrados por eles para emprestar dinheiro aos clientes.

Na véspera, a comissão aprovou um relatório com recomendações para o BC e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O documento sugere proibir a verticalização no mercado de meios de pagamento e estabelecimento de um limite para a tarifa cobrada pelos bancos no uso de cartões de crédito.

Em março desse ano, o BC definiu um teto para a tarifa de intercâmbio para cartões de débito.

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Verticalização e subsídio cruzado

O relator da matéria na CAE, senador Armando Monteiro (PTB-PE), recomendou impedir que um mesmo grupo financeiro seja controlador de empresas que atuam em todos os elos da cadeia do setor.

Hoje, há casos em que bandeira, emissora do cartão de crédito e credenciadora (dona da maquininha) têm uma mesma instituição financeira como sócia.

Segundo Monteiro, com o fim da verticalização, uma instituição financeira não poderia mais conceder subsídios cruzados. Isso pode acontecer quando o banco é dono da credenciadora e da bandeira que emite o cartão.

A credenciadora oferece um desconto ao lojista, cobrando uma taxa menor em cada transação feita na máquina de cartão. Mas o banco compensa esse desconto aumentando a tarifa de intercâmbio, aquela cobrada por eles em cada transação processada pelas credenciadoras.

Como a tarifa é estabelecida pela bandeira e paga ao banco emissor, essa prática prejudica os demais competidores, sobretudo as credenciadoras.

Se não sabe responder a estas 5 questões, será muito difícil ficar rico

UOL Notícias

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