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A Medida Provisória 873 assinada pelo presidente Bolsonaro na última sexta está em linha com a extinção da contribuição sindical obrigatória prevista na reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017.

Como a lei é muito relativa no Brasil, não faltou imaginação para dar um jeitinho de meter a mão no bolso do trabalhador, sem a devida autorização por parte dele.

Conforme apontado pelo professor da USP Hélio Zylberstajn, alguns sindicatos estavam incluindo a contribuição sindical na negociação coletiva. Assim, uma assembleia não necessariamente representativa poderia fazer uma autorização de cobrança que, na verdade, deveria ser decidida expressa e individualmente por cada trabalhador.

A nova MP 873 torna transparente a cobrança e exige autorização expressa do trabalhador. Segundo a norma, a cobrança só pode ocorrer via boleto bancário e não mais mediante desconto em folha de pagamento.

Quando se adquire algo, é preciso saber o que está sendo contratado e por quanto. É o mínimo que se espera em qualquer cobrança. Com a medida, haverá maior liberdade de escolha aos trabalhadores que podem optar por pagar ou não a contribuição sindical.

A literatura recente de economia comportamental, que valeu um Prêmio Nobel ao economista dos EUA Richard Thaler em 2017, mostra como determinados expedientes simples, como o de exigir determinação expressa, pode alterar o comportamento dos indivíduos em relação a seus gastos. É o que se espera neste caso: que o trabalhador fique mais consciente do que ele está pagando e exija serviços adequados por parte dos sindicatos.

As entidades sindicais são importantes para a democracia e para as relações de trabalho. Mas isso quando são representativas e, de fato, servem aos trabalhadores e não a uma elite burocrática de dirigentes sindicais. Ou ainda, quando são entidades fantasmas com objetivo meramente de arrecadação.

É muito estranho, neste sentido, que o Brasil tenha quase 17 mil sindicatos e o trabalhador seja tão mal representado. Está mais do que na hora de acabar com as estruturas corporativistas que engordam os bolsos de alguns às custas dos trabalhadores.

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