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SÃO PAULO (Reuters) – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou ter aprovado nesta quarta-feira (13) a criação da joint venture (empreendimento conjunto) formada pela companhia aérea Azul e os Correios para serviços de transporte de carga e malas postais.

Segundo o órgão antitruste, o negócio permite maior efetividade no transporte oferecido pelos Correios e o uso mais rentável dos porões dos aviões da Azul, bem como das suas rotas. A Azul deterá 50,01% da operação, enquanto os Correios ficarão com os 49,99% restantes.

A parceria, anunciada no fim de 2017, já havia sido aprovada sem restrições em dezembro passado pela superintendência-geral do Cade, que entendeu que a operação não levanta preocupações concorrenciais, mesmo após a filial da Latam no país alegar que a parceria eliminará demanda de um grande consumidor, já que os Correios passariam a usar a Azul com exclusividade para transporte aéreo de cargas.

“Foram afastadas quaisquer preocupações concorrenciais, porque a receita advinda do transporte de cargas não é expressiva o suficiente para afetar o mercado de transporte aéreo de passageiros”, diz trecho do voto do conselheiro Maurício Oscar Bandeira Maia, que teve aprovação unânime.

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