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dólar comercial fechou em queda de 1,77% nesta quinta-feira (31), a R$ 3,659 na venda, menor valor de fechamento em mais de três meses, desde 26 de outubro (R$ 3,655). É a maior queda percentual diária desde 8 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições presidenciais, quando a moeda norte-americana perdeu 2,35%. 

Com o resultado, o dólar encerra janeiro, o primeiro mês do governo Jair Bolsonaro, com desvalorização acumulada de 5,6%. Na véspera, o dólar fechou quase estável, com leve alta de 0,06%, a R$ 3,725 na venda.

EUA mantêm juros

A queda do dólar nesta quinta-feira foi influenciada pela decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) de manter a taxa de juros no país, na véspera. O banco também sinalizou que será “paciente” com relação a novos aumentos. “A sinalização do Fed deixou parte do mercado bem animada”, afirmou Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora, à agência de notícias Reuters.

O mercado aguarda ainda o desfecho das negociações comerciais entre autoridades dos EUA e da China, que, desde quarta-feira (30), estão reunidas para tentar resolver o impasse entre as duas maiores economias globais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta que quer um acordo “muito grande” com o país asiático, “ou será um acordo que nós vamos apenas adiar mais um pouco”. Trump não deu mais explicações ou detalhes sobre a declaração. 

Reforma da Previdência

No Brasil, investidores ficaram otimistas após declaração do vice-presidente, Hamilton Mourão, de que a reforma da Previdência será única, incluirá militares e será submetida como emenda constitucional e um projeto de lei.

Também segue no radar o fim do recesso no Legislativo e a formação das mesas diretoras de cada casa do Congresso, quando o governo poderá começar a avançar com sua agenda econômica.

Entenda como funciona o câmbio do dólar

UOL Notícias

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