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A aliança entre as companhias Embraer e Boeing faz sentido do ponto de vista tanto da indústria de aeronaves quanto do ponto de vista empresarial, com efeitos positivos sobre a economia. Um sinal nesta direção foi a reação positiva no valor das ações da Boeing e da Embraer.

O setor de produção de aeronaves é um mercado global em que os poucos players necessitam de muito capital, escala, tecnologia e força de vendas.

Daí a necessidade de parcerias como a que ocorreu em outubro de 2017 entre a européia Airbus e a canadense Bombardier. A última foi a grande rival da Embraer no mercado de aviões de médio porte por muitos anos.
Assim, depois da união entre Airbus e Bombardier, uma parceria entre Embraer e Boeing pode ser vista como uma resposta natural.

A operação está sujeita ao crivo de órgãos reguladores. Precisa da aprovação também do governo brasileiro, que é dono de uma ação “golden share”(ação de ouro na tradução literal do inglês) que confere poder de veto em decisões estratégicas. Precisa ainda ser aprovado nas várias instâncias de decisão societária das duas empresas.

Do ponto de vista concorrencial, a transação deve ser apreciada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e seus equivalentes nos países onde os mercados relevantes sejam afetados.

Na ausência de um parceiro de peso, a Embraer correria o risco de interromper sua trajetória de sucesso. Em meio a uma dinâmica global da concorrência, poderia ficar condenada a um papel lateral no mercado mundial, distante da fronteira de inovação. A despeito de sua reconhecida excelência técnica, seria difícil para a Embraer competir sozinha com empresas de maior escala e penetração em um número maior de mercados.

A parceria viabiliza mais emprego, investimento e tecnologia – e neste sentido interessa ao país. Em um mercado global, é impossível restringir a atividade de uma empresa à escala nacional.

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