• admin
  • Economia
  • Nenhum comentário

[ad_1]

O acordo anunciado nesta segunda-feira (17) entre a Boeing e a Embraer prevê que a brasileira terá participação de 20% na nova empresa de aviação civil. Mas a Embraer pode, a qualquer momento, vender essa fatia para a norte-americana e sair totalmente do negócio. 

Pelos termos acertados, a Boeing compra a divisão de aviação civil da Embraer por US$ 5,3 bilhões. Essa divisão vai para uma joint venture, uma nova empresa na qual a Boeing terá participação de 80% e o restante ficará com a Embraer. 

O UOL apurou que, a partir do momento em que a nova empresa for formalmente criada, a Embraer pode se desfazer das suas ações quando quiser. A opção de venda está prevista no acordo. Opção de venda significa que o acionista que a detém possa decidir vender sua fatia na empresa, e o outro acionista é obrigado a comprar. 

O acordo prevê condições diferentes caso a opção de venda seja exercida antes ou depois da primeira década de existência da joint venture. Se a Embraer vender sua parte nos primeiros 10 anos, a Boeing pagará por cada ação o quanto ela valia quando a empresa foi criada.

Por exemplo: se a joint venture for criada quando a ação valer R$ 20, a Boeing pagará os mesmos R$ 20 por ação, não importa qual seja a cotação dos papéis da data da compra. Se a Embraer decidir vender seus 20% após os 10 primeiros anos, a Boeing pagará por cada ação o valor dela no dia da transação, que pode ser maior ou menor que os R$ 20.

O acordo entre as empresas será submetido à aprovação do governo brasileiro. Embora a Embraer tenha sido privatizada em 1994, o governo é dono de uma “golden share”, uma ação especial que dá direito a veto em decisões importantes, como a venda do controle da empresa. Na joint venture, o governo não terá nenhum poder de decisão. 

A previsão é que o acordo seja finalizado até o final de 2019, já sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL). 

[ad_2]

Source link

Author: admin

Deixe uma resposta

doze − 10 =