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A exportação de cafés especiais do Brasil subiu 21% em 2018 em relação a 2017 (6,2 milhões de sacas de 60 kg). O crescimento é 50% maior do que o avanço no total de café exportado em 2018: 14% de alta (com 35,2 milhões de sacas).

 Em receita, os cafés especiais, aqueles avaliados com pontuação superior a 80 pontos no índice sensorial da Specialty Coffee Association (SCA), com certificação de origem, sustentabilidade e rastreabilidade, somaram US$ 1,15 bilhão, ou 23% do total exportado.

Destaque para China, Leste Europeu e Oriente Médio

Os dados foram apresentados na última semana em Madri pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) durante reunião do conselho com representantes de países produtores, indústrias e cafeterias. Neste ano, a previsão, segundo Vanusia Nogueira, diretora-executiva da BSCA, é um crescimento nas exportações entre 10% e 15%.

“Estão crescendo os mercados de café especial nos países do Leste Europeu e Oriente Médio, mas o grande ponto de interrogação é a China. Produtores do Brasil e do mundo todo querem saber quanto vai crescer esse mercado por lá”, disse Vanusia.

Edgar Bressane, sócio da Capricornio Coffees, que só exporta cafés acima de 80 pontos, disse que a China será o primeiro mercado consumidor de café em 2040. A empresa, que tem um parceiro estratégico naquele país, exportou 73 mil sacas em 2018 ante as 500 sacas de 2015, ano de sua criação.

A Carmo Coffees, que só exporta grãos com mais de 84 pontos, mandou os primeiros três contêineres para a China. “É um mercado prestes a explodir”, disse o diretor Luiz Paulo Pereira.

A Carmo teve um aumento de 23% nas vendas, com 200 mil sacas para 32 países. Quarta geração de produtores nas montanhas mineiras, Pereira conta que a Carmo nasceu da necessidade de escoar o café produzido pela família. “Hoje o nome da nossa fazenda é vendido em todo o mundo.”

Grãos especiais do Brasil reconhecidos no mundo

Para Silvio Leite, que trabalha com café há 40 anos e dirige a exportadora Agricoffee, os grãos especiais do Brasil já são reconhecidos entre os melhores do mundo, com apenas 20 anos de trabalho. “A Colômbia posicionou seu café como produto de qualidade já na década de 30.” A Agricoffe exportou 20% a mais em volume no ano passado.

Uma amostra desse reconhecimento internacional foi dada em 5 de dezembro. Os grãos brasileiros movimentaram mais de US$ 300 mil no leilão dos 37 lotes vencedores da categoria natural (colhidos secos e em casca) do Cup of Excellence – Brazil 2018, principal concurso de qualidade internacional realizado pela BSCA e pela Apex. Os oito primeiros receberam notas acima de 90 pontos.

Pelo câmbio do dia, de R$ 3,87, o preço médio da saca foi de R$ 3.870. O campeão recebeu R$ 40,9 mil. Para comparar, no mesmo dia, a saca mais valorizada na Bolsa de Nova York foi vendida por R$ 542.

Preços recordes

Um mês antes, no concurso da BSCA para cafés especiais descascados/despolpados foi registrado um recorde: Leonardo Montesanto Tavares, da 3ª geração de produtores em Minas e também exportador, recebeu US$ 18 mil por saca com grãos da variedade gueixa da fazenda Primavera, em Angelândia (MG).

A partir deste ano, a BSCA vai unificar os concursos: produtores de grãos naturais e despolpados vão disputar o título de melhor café brasileiro em Lavras, na terceira semana de outubro.

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