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Conhecida pela fabricação de automóveis, a italiana Fiat foi também uma das pioneiras na produção de aviões. A Fiat Aviazione foi fundada em 1908, dois anos após o primeiro voo do brasileiro Alberto Santos Dumont em Paris (França).

A nova divisão aeronáutica da Fiat foi criada inicialmente para a produção de motores de aviões. O modelo Fiat A.10 é considerado o primeiro motor aeronáutico com produção em massa. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Fiat produziu mais de 15 mil motores de aviões.

Também teve avião civil, mas militares predominam

Os primeiros aviões da Fiat só começaram a ser produzidos nos anos 1920. O biplano AL fez seu primeiro voo em 1922. Foi o primeiro avião civil da Fiat. A empresa, no entanto, ficou mais conhecida pela produção de aviões militares.

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O modelo An.1 ficou conhecido por ser o primeiro avião com motor a diesel da fabricante italiana. O biplano de dois lugares foi desenvolvido para ser um avião de reconhecimento militar. Apenas um protótipo foi produzido, mas abriu caminho para um mercado que se tornaria importante para a Fiat durante a Segundo Guerra Mundial.

No início, o principal engenheiro da Fiat era Celestino Rosatelli, que desenvolveu modelos como o BR.20 e o CR.42, que ficaram famosos após a Primeira Guerra Mundial. Os modelos mais famosos ficaram por conta do engenheiro aeronáutico Giuseppe Gabrielli, como o G.50, G.55 e G.91, amplamente utilizados na Segunda Guerra Mundial.

Em 1969, a Fiat Aviazione teve uma fusão com a Aerfer para formar a Aeritalia. Em 1990, a empresa passou por uma nova fusão, desta vez com a Selenia, que resultou na criação da Alenia Aeronáutica.

Conheça cinco modelos desenvolvidos pela Fiat Aviazione:

BR.20 Cicogna: todo metálico

Desenvolvido pelo engenheiro Celestino Rosatelli, o modelo teve mais de 500 unidades produzidas nas versões BR.20 e BR.20M. O bimotor foi o primeiro bombardeiro feito inteiramente de materiais metálicos a entrar em serviço. O modelo fez seu primeiro voo em 1936. O avião da Fiat foi utilizado em batalhas da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e da Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945).

CR.42: aerodinâmica mais ágil

O biplano é uma evolução do modelo CR.32, equipado com um motor mais potente e melhorias aerodinâmicas que deixaram o avião mais ágil. Com mais de 1.800 unidades produzidas, o CR.42 teve suas principais batalhas na França, Malta, Grécia e norte da África. Criado para batalhas aéreas, a Fiat criou outras variantes para ataque terrestre e treinamento.

G.50 Freccia: até 470 km/h

O modelo foi um caça amplamente utilizado na Segunda Guerra Mundial. Tinha como principal vantagem a velocidade de até 470 km/h e a facilidade para fazer manobras. O modelo fez seu primeiro voo em 1937. As mais de 680 unidades produzidas foram utilizadas pelas forças aéreas de Itália, Espanha, Finlândia e Alemanha.

G.55 Centauro: batalhas acirradas com americanos

O caça italiano foi considerado um dos melhores aviões militares italianos da Segunda Guerra Mundial. Criado para ser um avião interceptador, o G.55 Centauro protagonizou batalhas acirradas com aviões norte-americanos como Spitfire, P-38 e P-51. O modelo entrou em serviço em 1943 e ficou em operação por apenas dois anos, sendo aposentado ao fim da Segunda Guerra Mundial. Nesse período, foram produzidas cerca de 350 unidades pela Fiat.

G.91: performance e manutenção barata

Após a Segunda Guerra Mundial, a Fiat passou a desenvolver seus primeiros caças militares com motor a jato. Os pioneiros foram os modelos G.80/G.82, mas quem conquistou o mercado foi o G.91. O bombardeiro leve venceu uma competição da Otan (Organização do Atlântico Norte), que buscava um avião ágil, com baixo custo de manutenção e boa performance. Foi um dos aviões da Fiat que ficaram mais tempo em operação. Com o primeiro voo em 1956, foi aposentado somente em 1995, com cerca de 770 unidades produzidas.

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