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A política vai mal, mas a economia ainda vai relativamente bem. Em uma semana de prisão do ex-presidente Temer, bate-boca nas redes sociais entre o entorno do presidente e Rodrigo Maia e queda da aprovação do governo nas pesquisas, dois fatos da economia terão passado despercebidos por muita gente.

O primeiro foi o leilão de três terminais portuários na Paraíba e um no Espírito Santo. Mesmo com a bagunça na política, o leilão arrecadou R$ 219 milhões, 20% acima das expectativas oficiais, que giravam em torno de R$ 190 milhões.

Apesar das incertezas do curto prazo, tem gente apostando no Brasil no médio prazo. Nesta semana, chama atenção o leilão da Ferrovia Norte-Sul que envolve um valor de outorga mínima de R$ 1,35 bilhões e um investimento previsto de R$ 2,7 bilhões.

O segundo foi a colocação de títulos que o Tesouro Nacional conseguiu fazer no exterior. Captou  US$ 1,5 bilhão em papéis de 10 anos com prêmio baixo (2%) relativamente aos títulos do Tesouro americano. Isso mostra disposição de investidores em comprar a narrativa de um Estado que está mal das pernas financeiramente, mas que tem um plano de ajuste que até agora faz sentido.

Resta saber até quando a economia vai aguentar desaforo da política. Em contraste com 2015, não se trata de uma crise estrutural a exigir mudanças institucionais. Os problemas enfrentados na última semana podem ser vistos como temporários.

Mas não há tempo a perder. Se não houver um foco muito claro na economia,  uma sucessão de crises temporárias pode queimar em pouco tempo o capital político do governo, fechando a janela de oportunidade para reformas.

Daí a necessidade de priorizar a economia, organizar a base aliada e ter um foco claro na aprovação da reforma da previdência. De preferência, tudo isso ainda no primeiro semestre.

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