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SÃO PAULO, 23 Abr (Reuters) – O secretário especial da Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, criticou nesta terça-feira a quantidade de estatais financeiras e disse que em quatro anos o governo “vai dar um jeito nisso”.

“Vai haver muita discussão no governo na hora certa. Mas este governo não deseja competir com bancos. O governo não tem que emprestar dinheiro”, disse Salim, acrescentando que tem respaldo do presidente Jair Bolsonaro na agenda de desestatizações.

Salim lembrou que um total de R$ 12,1 bilhões foi arrecadado neste ano entre vendas de ativos, concessões na área de infraestrutura e desinvestimentos. A meta citada pelo secretário para este ano é de R$ 20 bilhões. “Espero que (eu) possa superar minha meta”, afirmou.

O secretário disse que os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e da Petrobras, Roberto Castello Branco, são seus “dois maiores aliados” na agenda de desestatizações. “Vamos reduzir substancialmente o número de empresas subsidiárias da Petrobras”, afirmou, citando o exemplo de Pasadena, refinaria localizada nos Estados Unidos e que está sendo vendida à Chevron.

Segundo ele, o governo está convicto de que a reforma da Previdência será aprovada pelo Congresso e gerará economia de “no mínimo” R$ 1 trilhão em dez anos.

“Acreditamos que a sensatez estará com o Congresso na hora da votação e que a reforma não será desidratada”, afirmou o secretário em evento promovido pelo Itaú Unibanco em São Paulo.

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