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O número de pobres no Brasil supera a população individual de 220 países. E está aumentando. Segundo o IBGE, o total de pobres no Brasil passou de 52,8 milhões, em 2016, para 54,8 milhões, em 2017, uma expansão de 2 milhões de pessoas.
A pobreza no Brasil e na maioria dos países do planeta continua sendo um dos maiores problemas estruturais, fruto de uma história de desigualdade na distribuição da renda e da riqueza.
A definição de pobreza segue uma convenção. É definida como a situação na qual uma pessoa dispõe de até US$ 5,5 por dia, correspondente a R$ 21,3 por dia (considerando a cotação de ontem), ou R$ 638,4 por mês, correspondente a dois terços do salário mínimo (R$ 954 em 2018).
Já a pobreza extrema no Brasil passou de 13,5 milhões para 15,3 milhões de pessoas de 2016 para 2017. A pobreza extrema ocorre quando se ganha menos de US$ 1,9 por dia por pessoa. Isso equivale, pela cotação do dólar de ontem, a R$ 7,35 por dia, ou R$ 221 em um mês.
A gravidade da pobreza varia muito conforme a região. Em alguns estados, como o Maranhão, o percentual supera 50%; em Santa Catarina, é de 8,5%. A média nacional é de 26,5%.
A mesma variação ocorre com a extrema pobreza, que atinge 14,7% no Nordeste, contra 2,9% na região Sul, e 7,4% na média brasileira.
Não há uma solução milagrosa ou paternalista para a pobreza estrutural do país. Sua erradicação passa por programas sociais eficientes, aliados a um projeto de crescimento sustentado, que ofereça oportunidades de trabalho e aumento de capital humano, mediante educação e saúde.
Há países com muitos pobres e sem tanta desigualdade, como a Índia por exemplo, tem muita pobreza e desigualdade relativamente menor. O Brasil tem muita pobreza e uma desigualdade assustadora. Segundo o relatório do IBGE, os 10% mais ricos ganham cerca de 17,6 vezes mais que os 40% mais pobres e detêm 43,1% de toda a massa de rendimento. Já o grupo dos 40% com os menores rendimentos detiveram apenas 12,3% da renda.
A redução da inflação ajuda os mais pobres. É no bolso deles que a inflação tende a doer mais, pois eles têm menos condições de se proteger da alta dos preços.
No período recente, houve uma queda da taxa da inflação, que estava em 10,7% no final de 2015, devendo fechar 2018 em menos de 4%. Além disso, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), para as pessoas de renda mais baixa, a inflação foi inferior à taxa para as pessoas de renda mais alta. A inflação de 12 meses seguidos até outubro para a população de renda baixa foi de 3,9%, enquanto para a classe mais alta foi de 4,9%, segundo o Ipea.
Todo país almeja crescer e ter inflação baixa. No caso brasileiro, a enorme desigualdade social torna tal desejo ainda mais compreensível e um enorme desafio!

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