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Poucas vezes na história brasileira os dados de inflação estiveram tão comportados. A última projeção da pesquisa do Banco Central registrou 4,02% para 2019 e 4,0% para 2020, compatíveis com as metas estabelecidas para estes anos.

Mas inflação dentro da meta não quer dizer poder de compra assegurado para todos os grupos e indivíduos da sociedade. Tome-se o exemplo da terceira idade.

O Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, órgão da Fundação Getulio Vargas) calcula  o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) que capta  a variação da cesta de consumo de famílias compostas em sua maior parte por indivíduos com mais de 60 anos de idade.

Este indicador apresentou variação de 4,75% em 2018 contra 4,32% do Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) calculado pela mesma instituição para o mesmo período.

A maior inflação para a terceira idade é explicada pelo peso dos gastos de saúde na cesta dos idosos. Lembre-se que alguns desses itens registraram taxas próximas a dois dígitos em 2018, como planos de saúde (10,07%) e médicos e dentistas (9,74%).

Estas faixas etárias gastam cerca de 50% a mais com saúde relativamente às pessoas mais jovens. A chamada inflação da saúde tem crescido mais do que a média por longos períodos no Brasil e em vários países do mundo. Isso reflete um conjunto amplo de fatores, exigindo especial atenção de reguladores e da política pública.

O ponto central é o de que a inflação média reportada com frequência revela pouco acerca de seu poder de compra individual. Este depende da cesta de bens que cada um consome que pode ser bem diferente daquela utilizada no cálculo da inflação oficial.

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