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(Bloomberg) — Um dia depois que o governo brasileiro mencionou a possibilidade de intervir na Vale após o rompimento da barragem que já matou 84 pessoas, alguns membros da administração estão adotando um tom muito mais brando.

O ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, advertiu sobre uma “caça às bruxas” e abordagens simplistas para o desastre, dizendo que qualquer decisão precisa ser tomada depois que a situação se acalmar. O caso pode mostrar que o atual modelo de barragens de rejeitos está esgotado, disse ele.

“Estou vendo uma demonização da empresa, como se ela quisesse esse resultado, não fosse séria, não investisse em segurança”, disse o ministro em entrevista em São Paulo. “Tem estruturas que rompem sem dar aviso.”

As causas do acidente ainda precisam ser determinadas, disse o ministro, e a reabertura das discussões sobre as concessões ferroviárias recentemente concedidas à Vale, por exemplo, seria contaminada pelas emoções intensas após o desastre.

No ano passado, o governo ampliou os direitos da Vale de operar duas ferrovias por mais 30 anos em troca de investimentos em outra ferrovia que não opera. “Uma semana atrás, ninguém questionaria”, disse ele.

A condenação da maior mineradora de minério de ferro do mundo foi rápida. A decisão de doar R$ 100 mil para cada uma das famílias que tiveram parentes mortos no desastre foi rapidamente ridicularizada nas mídias sociais, e as críticas sobre os perigos do capitalismo foram generalizadas desde a quebra da barragem na sexta-feira (25).

Imagens de bombeiros rastejando através de um mar de lama à procura de sobreviventes tomaram a cobertura de notícias. Ainda estão desaparecidas 276 pessoas.

Onyx nega intervenção na Vale

Gomes de Freitas não está sozinho em sua defesa da empresa, uma das maiores do Brasil. O ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta terça-feira (29) que o governo não pode interferir na gestão da Vale.

Salim Mattar, um empresário que virou secretário de privatizações, fez comentários semelhantes em um evento mais cedo, dizendo que a empresa “não fez mal a ninguém” e que erros são cometidos por pessoas, e essas são as que devem ser responsabilizadas, não a companhia.

“Eu sei que eu sou uma voz quase única, no meu meio realmente poucos pensam como eu, mas eu quero expressar para vocês que eu sou a favor do capital, eu sou a favor da empresa, que é a grande geradora de riqueza e emprego”, disse ele.

“Nós temos que preservar e olhar por nossas empresas e esse governo tem que, de alguma forma, mudar esse pensamento em relação ao que era o pensamento no governo de esquerda.”

(Com a colaboração de Rachel Gamarski e Simone Iglesias)

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AFP

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