• admin
  • Economia
  • Nenhum comentário

[ad_1]

O governo Bolsonaro pretende aprofundar a reorientação dos bancos públicos em comparação com os governos do PT, algo que já havia começado no governo Temer.

A julgar pelos discursos de posse desta segunda-feira, as mudanças ocorreriam em três direções. Em primeiro lugar, em vez de direcionar um volume crescente de crédito aos “campeões nacionais”, pretende-se concentrar esforços nos segmentos com maior dificuldade de acesso a crédito.

Daí a importância do estímulo ao microcrédito, que pode favorecer um amplo conjunto de pequenos empreendedores, até hoje alijados do mercado.

A ideia é diminuir o volume de crédito oficial para quem tem acesso a empréstimos privados e apoiar os segmentos mais carentes. Por exemplo, o programa Minha Casa Minha Vida continuará subsidiado e a aquisição da casa própria pela classe média terá juros mais próximos do mercado.

Em segundo lugar, os bancos oficiais devem participar do programa de privatização. Caixa, Banco do Brasil e BNDES detêm participação em um número elevado de empresas, sem que isso tenha grande importância para os objetivos da política pública. A intenção é alienar tais  participações, liberando recursos para abater o estoque de dívida do Tesouro Nacional.

A Caixa Econômica, por exemplo, deverá vender empresas para quitar a sua dívida de R$ 40 bilhões com o Tesouro nos próximos quatro anos. Por sua vez, é esperado que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) adiante a devolução de empréstimo do Tesouro em quantia estimada em R$ 260 bilhões.

Em terceiro lugar, e na mesma direção iniciada pela Nova Lei das Estatais, aprovada em 2016, pretende-se garantir o máximo de transparência em relação aos contratos destas instituições públicas.

A transparência é sempre positiva. Mas seria desejável que tal iniciativa não se limitasse à ação contra esta ou aquela administração, no estilo de discurso de campanha.

Pelo contrário, o que se deseja é um sistema impessoal, que assegure não apenas transparência, mas evite o loteamento político-partidário, o nepotismo e, mais importante, estabeleça um sistema de conformidade que minimize a probabilidade de corrupção.

Seria importante que fosse disseminado na máquina pública a prática do setor privado de recrutamento de dirigentes via empresas especializadas de headhunters, que selecionam os melhores talentos para a direção de instituições financeiras.

O avanço nas três direções mencionadas é essencial. Afinal, quando há um rombo ou um desvio em um banco público, quem paga é você, leitor e contribuinte!

[ad_2]

Source link

Author: admin

Deixe uma resposta

5 − dois =