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Na tarde do dia 15 de janeiro de 2009, um fato inesperado ocorria pela primeira vez na história nos Estados Unidos. Um avião Airbus A320 com 155 passageiros a bordo realizava um pouso controlado nas águas frias do rio Hudson, em Nova York (EUA). Minutos após a decolagem, a aeronave perdia os dois motores ao colidir com pássaros e ficaria incapaz de pousar em qualquer aeroporto.

O UOL realizou uma simulação na Delta 5 Simuladores com a rota e as atitudes similares à do voo 1549 da US Airways. Veja no vídeo acima.

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O relato é de deixar qualquer pessoa assustada, mesmo as mais experientes no mundo da aviação. Mas a história, relatada no filme “Sully: O Herói do Rio Hudson” (2016), provou que, na aviação, a preparação e a segurança são fundamentais, o que evitou uma tragédia.

Naquele dia, o voo 1549 da US Airways partia do aeroporto LaGuardia, em Nova York, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, levando 155 pessoas a bordo, sendo 150 passageiros e cinco tripulantes. Seis minutos após a decolagem, houve a colisão com um bando de gansos, o que levou à perda de potência dos dois motores.

Neste momento, quem pilotava o avião era o copiloto Jeffrey B. Skiles, que ouviu do comandante Chesley “Sully” Sullenberger o aviso de que pássaros estavam logo à frente da aeronave, mas não havia nada que podia ser feito no momento. 

Animação mostra como foi o pouso

Paulo Gomes

Impossível desviar dos pássaros

Segundo Mauro Ramalho, proprietário da Delta 5 Simuladores, em São Paulo, desviar de pássaros naquela circunstância seria praticamente impossível, já que não havia tempo de alterar a rota.

Após identificar que algo estranho havia acontecido com a aeronave, mas sem saber ainda o que era, Sully religou a UAE (Unidade Auxiliar de Energia, também chamada de APU, Auxiliary Power Unit), um tipo de gerador elétrico do avião, que opera quando os motores não estão funcionando.

Foi neste momento que os pilotos perceberam que o avião está perdendo a potência e passaram a fazer os procedimentos para tentar religá-los, declarando a emergência da aeronave pelo rádio com a frase “mayday, mayday, mayday”.

3 minutos se passaram entre colisão e pouso

Instantaneamente, os controladores de tráfego aéreo fizeram uma operação para bloquear pousos e decolagens na região, além de orientar os pilotos do voo 1549 para que o pouso fosse realizado de volta no LaGuardia ou em Teterboro (Nova Jersey). Após analisar as alternativas, o comandante Sully avisou que talvez pousasse no Hudson, o que acabou ocorrendo, mesmo após várias tentativas de religar o motor.

Os pilotos conseguiram realizar o pouso controlado na água, garantindo a integridade do avião e a segurança das 155 pessoas a bordo, com todos sendo resgatados por barcos que navegavam pelo rio.

Entre a colisão com os pássaros e o pouso na água, passaram cerca de três minutos, tempo que tornaria qualquer reação muito difícil se não fosse o conhecimento e a experiência dos pilotos. Essa capacidade, inclusive, foi reconhecida durante a investigação feita pelo NTSB (National Transportation Safety Board), órgão similar ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Força Aérea Brasileira.

Regra fundamental evitou a tragédia

Para Ramalho, o sucesso da operação se deve ao fato de os pilotos terem seguido uma regra considerada fundamental na aviação: voar o avião, navegar e comunicar. “Seguir esta ordem é fundamental. Tanto que, pelas transcrições do que se passou no voo, é possível observar que o comandante se preocupou em voar o avião, ou seja, controlar a aeronave e mantê-la no ar. Em seguida, ele buscou navegar em direção a um local para realizar o pouso seguro. Só então ele se comunicava com o controle de tráfego aéreo”, disse.

Durante os meses seguintes, a tripulação foi condecorada pela Associação de Pilotos e Navegadores Aéreos e também recebeu as chaves da cidade de Nova York das mãos do então prefeito Michael Bloomberg. Nos meses seguintes, foram diversas entrevistas e homenagens a toda a tripulação e a todas as equipes de resgate.

Nos anos seguintes, o comandante Sully e a comissária de voo Doreen Welsh se aposentaram, e as comissárias Donna Dent e Sheila Dail e o copiloto Jeff Skiles continuaram voando.

Piloto pousou Airbus no rio Hudson e todos saíram ilesos (Brendan McDermid/Reuters)

Curiosidades

– A atitude do comandante em religar a UAE foi questionada durante a investigação do acidente, já que os manuais da aeronave não falavam em religar o equipamento durante aquele tipo de emergência. Após a conclusão das investigações, ficou evidente que esta atitude garantiu que a aeronave pudesse ser pilotada, já que a energia em voo vem dos motores e, com a perda de ambos, seria necessário esperar um tempo maior caso a UAE não tivesse sido religada.

– O tempo entre a colisão com os gansos e o momento em que os pilotos confirmam que o avião não tinha mais condições de voar adequadamente durou cerca de 20 segundos e não foi levado em conta inicialmente pelos investigadores do NTSB. Com isso, havia mais tempo para conseguir realizar o pouso em algumas das simulações feitas, levando a acreditar que, em certas circunstâncias, seria possível o retorno ao aeroporto de LaGuardia.

– Quando o motor do avião foi retirado do rio Hudson, em 21 de janeiro, foi encontrada uma única pena em seu interior. Junto a isso, foi possível detectar que houve a colisão com um corpo macio (provavelmente, os gansos), confirmando o choque com o bando de pássaros.

– Os investigadores do NTSB disseram que se sentiram transformados em vilões no filme “Sully”.

– Durante a reconstituição do voo feita em simuladores, os investigadores conseguiram pousar a aeronave em apenas oito das 15 tentativas, sem levar em conta a reação de um piloto na vida real, com o tempo de resposta e a checagem dos sistemas da aeronave. Em uma das simulações nas quais o fator humano foi levado em consideração, a aeronave caiu na cidade de Nova York quando tentava retornar para LaGuardia.

Veja reconstituição do pouso:

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