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A China é uma peça fundamental para o bom funcionamento da economia mundial. Basta dizer que é a segunda maior economia do mundo, representando 16% do PIB mundial. Sua importância para os países emergentes é decisiva. Tanto pelo efeito de seu comércio quanto pelo investimento.

 

O caso do Brasil é ilustrativo. A China é o nosso principal parceiro comercial. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) do Brasil com a China é de US$ 98,9 bilhões contra US$ 57,7 bilhões com os EUA e US$ 26 bilhões com a Argentina.

 

No caso de uma forte desaceleração da economia chinesa, haveria um impacto significativo sobre a demanda do agronegócio, bem como sobre commodities em geral.

 

Isso reduziria o chamado “termo de troca” de países como o Brasil, exportadores de commodities. O termo de troca é a relação entre o preço de exportação e de importação. Sua deterioração pioraria a situação externa dos emergentes desajustados, gerando enfraquecimento de suas moedas, inflação e potenciais crises cambiais.

 

Embora a preocupação recente com a desaceleração da China tenha fundamento, ainda há chance de atenuar o problema.  O PIB chinês registrou um crescimento de 6,6% em 2018, representando a menor taxa desde 1990. Embora uma taxa de 6,6% não seja baixa, deve-se compará-la com a média superior a 10% nos últimos 25 anos.

 

A esperança de uma reaceleração da economia chinesa depende de fatores internos e externos. Do ponto de vista interno, o governo chinês tem tentado utilizar os mecanismos habituais de estímulo via crédito, mas políticas de estímulo à demanda parecem ter esgotado seu potencial de manter o crescimento.

 

No atual estágio de desenvolvimento da economia chinesa, será necessário ter políticas de oferta que aumentem a produtividade, requerendo mais inovação e exigindo tempo para obter resultados.

 

Do ponto de vista externo, não há como continuar a crescer sem contar com a expansão do comércio, para o que um acordo com os EUA seria chave. Por isso a necessidade de fazer concessões e se integrar mais no comércio internacional. Também daí o histórico e surpreendente discurso de Xi Jiping, no Fórum Econômico de Davos em 2017, em defesa do livre comércio.

 

As diferentes edições do Forum de Davos tiveram cenas surpreendentes que retratam como as doutrinas de séculos anteriores andam de ponta-cabeça no Século XXI. O líder de uma nação comunista defende o discurso do liberalismo comercial, enquanto o presidente da maior nação capitalista do mundo, Donald Trump, adota medidas protecionistas, quase que mercantilistas.

 

Diante desse quadro novo, o Brasil não pode se dar ao luxo do isolamento. Precisa fazer o dever de casa, ajustar sua economia e se integrar ao fluxo de comércio internacional. Este foi  recado do breve, mas substantivo, discurso do presidente Bolsonaro em Davos.

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