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O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) afirmou nesta quarta-feira (12) que a categoria não tem intenção de “prejudicar” ou “boicotar” o futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) ou seu Ministro da Economia, Paulo Guedes.

A imprensa noticiou que os procuradores ficaram descontentes com a possível escolha de um novo diretor para a Procuradoria que não é do setor. Em nota, o sindicato diz que não pretende causar problemas ao governo e que quer “contribuir”.

“Diferentemente do que vem sendo veiculado em algumas reportagens, os membros da Procuradoria da Fazenda Nacional, representados pelo Sinprofaz, não almejam ‘prejudicar’ ou ‘boicotar’ qualquer governo ou ministério”, diz a nota. “Muito pelo contrário, desejam contribuir com ganhos ainda mais robustos, auxiliando o país no resgate da rigidez orçamentária, objetivo que trará benefícios para toda a sociedade.”

O documento diz que a categoria apenas se posiciona contra a indicação de nomes que não sejam técnicos de carreira para comandar a Procuradoria da Fazenda. “Tal postura tende a romper com o virtuoso ciclo de resultados verificado no órgão, podendo impactar, inclusive, no combate à sonegação fiscal, aos grandes devedores tributários e à lavagem de dinheiro.”

O sindicato também faz uma comparação com outras carreiras para tentar justificar sua posição.

“Da mesma maneira que um paciente não escolheria um cardiologista para realizar uma complexa cirurgia neurológica ou uma companhia aérea não selecionaria um piloto de avião com base em seus dotes de ciclista, não há de se escolher alguém desconhecedor dos meandros da atuação da Procuradoria da Fazenda Nacional para geri-la, ainda que, eventualmente, detenha essa pessoa considerável respaldo político ou, até mesmo, conhecimento técnico em área totalmente estranha às atribuições fazendárias.”

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