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Você teve uma formação profissional privilegiada. Quais foram os principais momentos dessa construção de carreira?
Quando eu tinha 17 anos, comecei a trabalhar em uma corretora de valores. O meu chefe era o Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações e ex-presidente do BNDES) e eu era assistente de mesa, a pessoa que lança as operações da empresa no mercado financeiro. Saí de lá para fazer um curso de business em Paris. Voltei e trabalhei na parte administrativa da agência de publicidade do meu pai. Mas eu queria crescer mais e fui trabalhar com a Zélia Cardoso de Mello (ex-ministra da Fazenda), operando projetos de administração de passivos públicos. Nessa época, o Collor a convidou para ir para o governo e eu pensei em ir junto. No entanto, meu pai fazia marketing político, conhecia o então presidente e não quis que eu trabalhasse naquele governo. Tinha 23 anos, era ingênua, e achava que meu pai estava acabando com a minha carreira, já que eu podia fazer parte do grupo que estava decidindo o futuro econômico do país. Não segui com a Zélia e arrumei um estágio não remunerado na Suíça. Queria trabalhar com números, e o país é o berço desse universo. No final, trabalhei em um banco lá por seis anos.

Como conseguiu “aparecer” profissionalmente tão jovem e num banco suíço? 
Às cinco da tarde, meu chefe batia a gaveta e ia embora. Mas eu lidava com clientes no Brasil, cujo fuso horário são cinco horas para trás. Então, eu ficava trabalhando até a uma da manhã. Comia risoto de saquinho, ia de scooter emprestada para o banco e peguei duas pneumonias. Conquistei meu lugar ao Sol trabalhando muito, e o fato de falar várias línguas ajudou bastante (Ana Célia tem mãe francesa e havia estudado nos Estados Unidos).

O banco investiu em mim. Me mandaram trabalhar ainda numa empresa de fundos de investimentos e também em mercado de bolsa. Depois de três meses me efetivaram como gerente de carteira. Estava indo muito bem até pedir para sair por causa do meu marido.
 

Um relacionamento amoroso quase a tirou de um rumo profissional ascendente? 
Sim. Conheci esse meu primeiro marido naquele estágio; era o início da década de 1990. Ele era americano, de família espanhola, lindo, inteligente, tinha uma empresa de commodities e eu achei que vivia um amor supremo. Nós nos casamos quando eu já era gerente de contas num banco de Genebra, mas ele achava que o que eu tinha era um “empreguinho”. Não me deixava usar biquíni, eu não podia ir para a academia de top e se ele viajava, eu tinha que ficar em casa. E eu achava isso o máximo. Todo mundo falava que estava ficando louca, e eu respondia: “Vocês não entendem o que é o amor”. Troquei o banco por curso de todo tipo de culinária que você possa imaginar. Estudei até encadernação de livro em couro. Fiz tudo que ele queria. Só não fumava na boca dele igual a uma gueixa porque não aprendi.

Como se livrou desse casamento?
Depois de um ano nessa vida, comecei a me sentir cinza por dentro e a ficar com raiva dele. Meu pai foi para lá me buscar. Parecia um resgate, com direito a cena patética no aeroporto, cada um me puxando de um lado. Achei que ia morrer.

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