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SÃO PAULO – Pelo tamanho e pela relevância no mercado financeiro, algumas gestoras são acompanhadas de perto por investidores e analistas – e, dependendo do ano, o desempenho de seus fundos é capaz de provocar reações de amor e ódio.

A SPX é uma delas. Fundada em 2010, a gestora tem cerca de R$ 40 bilhões de patrimônio sob gestão, divididos entre fundos multimercado, de ações e previdência, e uma operação global, com escritórios no Brasil, nos Estados Unidos e na Inglaterra – e planos de abrir uma filial na Ásia, possivelmente em Singapura.

“Somos uma empresa brasileira, mas com objetivos internacionais. O Brasil é uma operação, mas não é a operação”, disse Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX.

Neste episódio do podcast Outliers, Xavier falou sobre os bons e os maus momentos da gestora – e de sua carreira – e enumerou as lições que aprendeu.

Desde o início, em dezembro de 2010, o multimercado Nimitz, principal fundo da casa, rendeu 213%, bem acima do CDI, que ficou em 138%.

Mas 2018 foi um ano complicado, em razão do último trimestre. Na época, o fundo tinha investimentos que se beneficiariam do então esperado aumento de juros pelo Fed, banco central americano.

A expectativa mudou, em razão da desaceleração de Europa e Ásia, e o fundo perdeu dinheiro entre outubro e dezembro. Encerrou ano no azul, com rentabilidade de 3,7%, mas inferior ao CDI, que ficou m 6,4% no mesmo período.

“Mesmo num ano em que erramos, terminamos positivos”, disse Xavier no programa. “As pessoas querem que a gente ganhe dinheiro sem tomar risco, não faz sentido.”

Antes da SPX, Xavier trabalhou durante 21 anos no banco BBM – na tesouraria e, depois, na gestora de recursos, que estruturou. O começou da carreira foi no Banco Garantia.

Durante o podcast, apresentado por Samuel Ponsoni, analista de fundos da XP, Xavier citou também as lições que aprendeu durante as diversas crises que enfrentou.

Duas das principais:

  • “As crises não acontecem do dia para a noite. É como banco grande quando quebra: vai estalando.” O trabalho do gestor é perceber os sinais de problemas e se posicionar;
  • Os desequilíbrios nos mercados podem durar muito tempo. Por isso, é importante prestar atenção ao custo de carregar determinados investimentos – ou seja, quanto tempo o fundo pode aguentar as perdas geradas enquanto a visão do gestor não se confirma.

Tido – segundo ele, injustamente –, como um investidor extremamente pessimista, Xavier está longe de ter uma perspectiva animadora do cenário atual.

O gestor lembrou que a recuperação das economias está sendo sustentada com os estímulos de bancos centrais e governos. “Hoje, temos suporte, mas não sabemos o tamanho do buraco.” E nem quão fundo é o bolso de Tesouros e BCs.

Para ele, há motivos para a alta dos preços dos ativos de risco no curto prazo, mas o médio prazo é uma “grande interrogação”.

Entre os principais investimentos dos fundos da SPX hoje, estão commodities como o ouro, títulos de crédito e apostas na valorização do dólar em relação a uma cesta de moedas que inclui o real.

É possível conferir o episódio completo e os anteriores do Outliers por Spotify, Deezer, Spreaker, Apple e demais agregadores de podcast.

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