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Alguns acharam o discurso de seis minutos do presidente Bolsonaro breve demais no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Discordo. Foi eficiente ao passar os principais recados de forma objetiva.

Bolsonaro abordou as principais questões que os investidores querem saber. Falou a respeito dos contratos, compromissos com a privatização e promoção das reformas. Citou a desburocratização, reforma tributária e abertura da economia. Chamou atenção para a segurança e o combate à corrupção e como o avanço nestas áreas pode beneficiar a economia em segmentos tão importantes para renda e o emprego como o turismo.

Rechaçou a falsa opção entre desenvolvimento e meio ambiente, reafirmando que ambos são indissociáveis. E indicou que quer seguir as melhores práticas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é a instituição mais séria do ponto de vista de formulação de políticas públicas.

Além disso, estabeleceu uma meta ambiciosa de colocar o país entre os 50 melhores do mundo para se fazer negócios. Como comparação, entre 2006 e 2017, o Brasil figurou entre o 130º e o 116º lugar. No ano passado, atingiu o melhor ranqueamento da história, estando na atual 109ª posição. Portanto, o país nunca conseguiu dar um salto de quase 60 posições na tabela do Banco Mundial. Se conseguir, será um feito extraordinário.

Nenhum investidor está preocupado com discursos excessivamente curtos. Pode até ficar agradecido de não ter que aguentar explanações longas e enfadonhas. Mas todo investidor quer saber quando as medidas concretas serão anunciadas e, mais importante, se o governo tem capacidade de aprová-las no Congresso implementá-las na prática.

Por enquanto, o governo Bolsonaro tem o benefício da dúvida. Discursos, breves ou longos, não serão suficientes. Será preciso agir, e rápido, para aproveitar o capital político das eleições.

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