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SÃO PAULO, 12 Abr (Reuters) – O setor de serviços do Brasil recuou em fevereiro pelo segundo mês seguido, com destaque para a contração na atividade de transportes, em um reflexo da lentidão da atividade econômica e do desemprego ainda alto no país.

Em fevereiro o volume do setor caiu 0,4% na comparação com janeiro, quando houve recuo de mesma intensidade em dado revisado de queda de 0,3% anunciada antes. O setor de serviços inclui, por exemplo, salões de beleza, imobiliárias, oficinas mecânicas, escritórios de advocacia, agências de turismo, companhias aéreas e hotéis, entre outros.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda informou hoje que, sobre o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 3,8%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de queda de 0,1% na comparação mensal e de alta de 3,7% na base anual.

“O fato é que não conseguimos observar nenhum tipo de recuperação mais consistente para o setor de serviços”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Em fevereiro, as vendas varejistas ficaram estáveis, em um cenário de dificuldade da economia para conseguit deslanchar e com as expectativas de crescimento em declínio.

A indústria apresentou alta, apesar da maior queda em 17 anos do setor extrativo devido ao desastre em Brumadinho (MG) com uma barragem da Vale.

Os dados do IBGE mostraram que em fevereiro três das cinco atividades pesquisadas sofreram recuo, com destaque para a contração de 2,6% no volume de serviços em Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, a terceira taxa negativa.

“É a queda mais intensa dessa atividade desde julho de 2018. Houve pressão do transporte aéreo de passageiros, também pela alta em janeiro, ainda que, em tese, o ajuste sazonal sirva para compensar um pouco disso”, completou Lobo.

Os outros resultados negativos foram registrados em e outros serviços, de 3,8%, e em serviços prestados às famílias, de 1,1%.

Já o volume de Serviços de informação e comunicação subiu 0,8% em fevereiro sobre janeiro, enquanto os Serviços profissionais, administrativos e complementares mostraram estabilidade.

A inflação e os juros baixos tendem a ajudar o consumo neste ano, porém o desemprego permanece elevado, com cerca de 13 milhões de pessoas sem trabalho no trimestre até fevereiro.

A pesquisa Focus do Banco Central vem apresentado recorrentes reduções na expectativa para o crescimento econômico neste ano, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada agora em 1,97%, indo a 2,7% em 2020.

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